sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Missão de Nossa Universidade

            A Missão da Nossa Universidade

                                                                                                          Por Albert Einstein (*)

A inauguração da nossa Universidade Hebraica no Monte Scopus, em Jerusalém, é um evento que deveria, não somente nos encher de orgulho,  mas também nos inspirar a uma séria reflexão.
A Universidade é um lugar onde a universalidade do espírito humano se manifesta. A ciência e a investigação reconhecem como sua finalidade somente a verdade.  É natural, portanto, que instituições que servem o interesse da ciência deveriam  ser um fator formando a união de nações e homens.  Infelizmente, as universidades da Europa hoje são, na maior parte, nascedouros de chauvinismo e de cega intolerância de todas as coisas estranhas àquela nação, ou raça, e de todas as coisas com o selo de uma individualidade diferente.  Sob este regime os Judeus são os principais sofredores, não somente por serem  impedidos de exercer seu desejo de livre participação e de lutar por educação, mas também porque a maioria do Judeus se encontram particularmente oprimidos nesse espírito de estreito nacionalismo.  Nesta ocasião do nascimento de nossa Universidade, eu gostaria  de expressar minha esperança que nossa Universidade será sempre livre deste mal, que estudantes e professores preservarão sempre a consciência que eles servem melhor a seu povo quando mantêm sua união com a humanidade e como os mais altos valores humanos.

O nacionalismo judeu é hoje uma necessidade porque somente pela consolidação de nossa vida nacional poderemos eliminar os conflitos que os Judeus sofrem hoje em dia.  Que o dia chegue logo quando este nacionalismo venha a  ser um assunto tão totalmente estabelecido que não seja mais necessário dar-lhe ênfase especial.  Nossa afiliação com nosso passado e com as realizações de nosso povo no presente nos inspira com garantia e orgulho “vis-à-vis” o mundo inteiro.  Mas nossas instituições educacionais em particular devem considerar como uma de suas mais nobres tarefas manter nosso povo livre do nacionalismo obscurantista e da intolerância agressiva.
Nossa universidade é ainda um empreendimento modesto.  É absolutamente correta a política de começar com um número de institutos de pesquisa e assim a Universidade se desenvolverá naturalmente e organicamente.  Estou convencido que este desenvolvimento terá um rápido progresso e que, ao longo do tempo, esta instituição demonstrará com a maior clareza as realizações de que o espírito Judeu é capaz.
Uma tarefa especial recai sobre a Universidade na direção espiritual e educação de nossos trabalhadores nesta terra.  Na Palestina não é somente nossa meta criar um  outro povo de citadinos levando a mesma vida como nas cidades da Europa e possuindo os mesmo padrões e concepções burgueses europeus.  Nós almejamos criar um povo de trabalhadores, criar a cidade Judaica em primeiro lugar, e desejamos que os tesouros da cultura sejam acessíveis à nossa classe trabalhadora, principalmente porque, como sabemos, Judeus, em todas as circunstâncias, colocam a educação acima de  todas as outras coisas.  Neste contexto, compete à Universidade criar algo especial,  de modo a servir às necessidades específicas das formas de vida desenvolvidas por nosso povo na Palestina.
Todos nós desejamos cooperar de modo que a Universidade possa desenvolver  sua missão.  Possa a realização do significado desta causa penetrar na grande massa Judaica no mundo. Então nossa Universidade se desenvolverá rapidamente em um grande centro espiritual que evocará o respeito da comunidade cultural do mundo inteiro.

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(*)  Publicado no jornal The New Palestine em 27 de março de 1925.

                              

SEMINÁRIO SOBRE O BRASIL EM ISRAEL

 A UNIVERSIDADE HEBRAICA DE JERUSALÉM REALIZA SEMINÁRIO INÉDITO SOBRE O BRASIL

 Visando compreender as aspirações do Brasil como ator global, bem como os fatores que o levaram ao atual status e seus desafios para o futuro, o Departamento Românico e Estudos Latino-Americanos da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Programa de Estudos Portugueses e Brasileiros promoverão em 11, 12 E 13 de dezembro próximo o seminário internacional “A Emergência do Brasil como Ator Global: Explicações Históricas, Conquistas Recentes e Futuros Desafios”.

 O evento, que será a primeira conferência de tal magnitude sobre o Brasil realizada em Israel, reunirá professores e intelectuais brasileiros nas áreas de antropologia, ciência política, economia, estudos cinematográficos, história e relações internacionais.
A organização é de James Green, professor de Historia do Brasil na Brown University, EUA; Michel Gherman, coordenador do Núcleo Interdisciplinar do Estudos Judaicos, UFRJ; e Ruth Fine, chefe do Departamento de Estudos Românicos e América Latina da Universidade Hebraica de Jerusalém.

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A SOCIEDADE DE AMIGOS NO RIO DE JANEIRO

SOCIEDADE BRASILEIRA DE AMIGOS DA UNIVERSIDADE HEBRAICA DE JERUSALÉM

NO RIO DE JANEIRO.


A Universidade Hebraica de Jerusalém, é a principal universidade de Israel, uma das melhores do mundo, reconhecida como tal em todas as enquetes realizadas, quer por sua atuação acadêmica como por sua produção científica.

Recentemente, o prestigioso Conselho de Pesquisas Europeu divulgou a concessão.  a estudantes de universidades da Europa e de Israel, bolsas de iniciação em pesquisa. A alunos da Universidade Hebraica foram concedidas 11 bolsas, número igual ao obtido pela Universidade de Oxford, excedido, apenas, pela Universidade de Cambridge, cujos alunos receberam 12 bolsas.  Por este aspecto, a Universidade Hebraica ocupa o segundo lugar na Europa.  Em Israel ela ocupa o primeiro lugar, superando  o Technion, que recebeu 8 bolsas e o Instituto Weizmann, que recebeu 6 bolsas. Este resultado é um demonstrativo da qualidade dos professores e alunos e da excelência do ensino na Universidade Hebraica.

Esta divulgação é apenas uma das maneiras de demonstrar a importância da Universidade Hebraica para a juventude de Israel e para a imagem de Israel no exterior. Um terço de todas as pesquisas científicas em Israel são  realizadas na Universidade. Hebraica.  Os cientistas egressos da Universidade Hebraica são os principais agentes de inovação que tornaram Israel um pólo de desenvolvimento e de produção de tecnologia de ponta. Além do grande impacto na criação e divulgação da cultura israelense, a contribuição de cientistas da Universidade Hebraica ao estudo da medicina e ao desenvolvimento de novos medicamentos e técnicas de tratamento de inúmeras doenças é reconhecida mundialmente.  Cinco pesquisadores da Universidade Hebraica são detentores do Prêmio Nobel.

No Ranking (Classificação) Acadêmico Mundial de Universidades, publicado pela Universidade de Jiao Tong, Shanghai, China, a Universidade Hebraica de Jerusalém foi classificada como a 64ª. entre as 100 melhores universidades do mundo.  Nesta pesquisa a Universidade Hebraica foi a única de Israel incluída entre as 100 melhores.  No topo da lista estavam as universidades norte-americanas de Harvard, Stanford e a Universidade da Califórnia, Berkeley.  A Universidade de Jiao Tong, de Shanghai, avalia a cada ano mais de 2.000 universidades do mundo e classifica as 500 melhores entre elas.  O ranking se baseia em uma escala combinada de critérios acadêmicos que incluem, entre outros, prêmios ganhos por ex-alunos, artigos publicados em revistas científicas importantes e o número de pesquisadores altamente citados.  Os rankings da universidade chinesa receberam um respeitoso reconhecimento internacional e são considerados mais objetivos que outros rankings.

A Universidade Hebraica também continua mantendo seu lugar como a universidade de Israel melhor classificada nos Rankings Universitários Mundiais da Times Higher Education.

Logo após a fundação da Universidade, em 1918, e do início de suas atividades, em 1925, foram criadas, nos principais países do mundo, Sociedades de Amigos com a finalidade  de apoiá-la e divulgar suas atividades nos respectivos países.  No Brasil ela foi fundada em 1946, no Rio de Janeiro e, em 1975 em São Paulo.

A Sociedade Brasileira de Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém no Rio de Janeiro tem por finalidade divulgar no Rio de Janeiro e, por extensão, em todo o País, as atividades da Universidade Hebraica, propiciando contatos dela  com as Universidades, Institutos de Pesquisa e entidades culturais brasileiras.

Outras atividades são a realização de eventos comemorativos de datas ou personalidades ligadas ao mundo acadêmico, israelense e brasileiro, palestras por professores da Universidade Hebraica de passagem pelo Rio de Janeiro, além do fornecimento constante à mídia brasileira e comunitária, de informações de interesse oriundas da Universidade Hebraica.

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